A passos de formiga!

17 06 2008

Se pararmos para observar, o mundo tem evoluído muito rápido (digo mundo, pois as tecnologias estão por todo ele. Algumas coisas para gente – Brasil – ainda são novidades, mas vamos comendo pelas beiradas).
A menos de três décadas, ter um telefone em casa era quase que impossível para uma família de classe média, um computador então, nem se fala. Primeiro vinha à questão financeira, no caso do computador ainda demandava um conhecimento prévio, pois era uma tecnologia nova, quase ninguém tinha domínio sobre o equipamento (e que tal novos termos: softwares, hardwares…), isto é, quando alguém sabia de fato o que era um computador e os cursos que forneciam tal assistência também eram poucos.
Como a Revolução Industrial deu o pontapé inicial para esta evolução, não podíamos parar por aí. No caso do nosso Brasil, a aceleração da produção intensificou-se: privatizações contribuíram para a redução dos valores de alguns serviços, a presença de empresas multinacionais no território nacional fez com que o custo de algumas mercadorias caísse, e também gerasse o fim de algumas empresas nacionais, mas isto não vem ao caso.
Hoje, ter algum destes equipamentos é algo simples, fácil e prático. Às vezes nem precisamos sair de casa para adquirir um, podemos facilmente acessar um site, ver o produto, obter as informações necessárias, fazer a comparação dos preços e digitar o número do cartão de crédito (que hoje em dia qualquer um tem. Basta ter um telefone para receber a ligação de uma dessas operadoras de cartão, chatas), pronto! Dois dias depois, o produto chega à sua casa e com direito garantido no código do consumidor para troca ou devolução da mercadoria e o ressarcimento do valor pago. Prático, não?!
Se você não tem um computador para ter acesso a internet, não se preocupe! Vivemos em um mundo de infinitas possibilidades (isto me lembra “Second Life” que falarei em outro post), a compra pode ser efetuada através da internet do seu celular também, ou então, por um telefone qualquer, inclusive orelhão. Basta você assistir canais como “Shoptime” ou “Polishop” e realizar suas compras. Toda esta comodidade, facilidade, as “ades” da vida, fazem com que você realize mais coisas em menos tempo e, às vezes, você esquece de ser um pouco você. Deixa de viver para consumir e, geralmente, coisas desnecessárias, redundantes, coisas que a “Indústria Cultural” impõe como sendo o padrão, o novo, o fashion. Se você não tem um celular multimídia, por exemplo, você está fora de moda, pois não conseguirá reproduzir um vídeo, ouvir uma música ou trocar arquivos, informações através do infravermelho ou do “Bluetooth” com o seu colega. Estes padrões têm sido cada vez mais freqüentes na sociedade capitalista e tem ganhado adeptos natos.
Neste mundo contemporâneo, informatizado, já é possível ter uma projeção do futuro. As crianças não brincam mais como antes. Na minha época o legal era você encontrar com a turminha na rua: brincar de pique, jogar bola, arrancar a cabeça do dedão no futebol… Hoje é diferente. O legal é você ter um perfil cheio de pessoas que você nem conhece no Orkut. O legal é você ter um celular novo, moderno, conversar com os amigos pelo MSN, trocar SMS, navegar por sites do mundo inteiro e conversar com quem for pensando estar com o anonimato garantido. Este é o mundo das crianças, não só delas, nosso também. Os relacionamentos pessoais (não me refiro a namoro nem nada do tipo) estão cada vez mais distantes, a vida social tem se transformado em vida social virtual e assim vamos caminhando para um distanciamento sem limites, onde daqui a pouco, você conhecerá uma pessoa apenas pelo o que ela diz ser e por uma imagem de webcam, ou pior, apenas por um “avatar”.
Não vou negar que utilizo algumas destas tecnologias, pois assim nem este blog existiria. A tecnologia existe e está presente em nossas vidas, não tem como fugir, seja na cozinha ou no banheiro, no quarto ou na sala, ela está em todos os lugares inclusive na destruição das matas, poluição dos rios, enfim, só não podemos deixar de lado o nosso “lado humano” se não, qualquer dia desses começaremos a viver MATRIX, aí já era, sem meio ambiente, sem uma vida própria, tudo a base de codificações binárias e quem sabe uns vírus básicos, ou então, se continuarmos a evoluir assim, como estamos hoje, talvez nem cheguemos a viver isto por nossas matas e rios estarem destruídos.








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